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Paulistanos estão mais insatisfeitos com as perspectivas de carreiras

A satisfação dos paulistanos com o futuro e o crescimento da carreira registrou leve queda entre 2010 e 2011, como revelam os dados do IrBem (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município), compilados pelo Ibope Inteligência, a pedido da Rede Nossa São Paulo, e divulgados nesta quarta-feira (18).

A pesquisa mostra que, em 2011, 34% dos paulistanos entrevistados estavam totalmente insatisfeitos com a perspectivas que têm com o trabalho – o percentual é maior do que o verificado no ano anterior, que foi de 30%.

Em 2011, apenas 18% afirmaram estar totalmente satisfeitos. Na comparação com 2010, houve queda, uma vez que naquele ano 24% se diziam totalmente satisfeitos com o futuro da carreira.

A pesquisa ainda mostra que os profissionais que trabalham na cidade de São Paulo não estão contentes com a sua renda. No ano passado, 51% se diziam insatisfeitos, contra 48% verificados um ano antes. Entre os satisfeitos, o percentual variou de 10% para 7%.

Qualidade e oportunidades

Os profissionais da capital paulista também continuam descontentes com o equilíbrio que têm entre o trabalho e a vida pessoal. A satisfação nesse quesito caiu de 16% para 15%, ao passo que a insatisfação subiu de 32% para 36%.

As condições no trabalho também não estão agradando os profissionais paulistanos: a insatisfação com esse quesito subiu de 33% para 35%. E a satisfação caiu de 17% para 15%.

A pesquisa ainda revelou que os profissionais de São Paulo também estão descontentes com as oportunidades de formação profissional. Em um ano, o grau de satisfação caiu de 14% para 12%. Porém, o de insatisfação subiu de 43% para 44%.

Avaliação do trabalho

Apesar do aumento do grau de insatisfação dos paulistanos com relação à carreira, de maneira geral, o item trabalho recebeu nota 6 dos paulistanos, em uma escala de 1 a 10, ficando acima da média, de 5,5 pontos.

Para a pesquisa, foram entrevistados 1.512 moradores da cidade, com idade acima de 16 anos, entre os dias 29 de novembro e 12 de dezembro do ano passado.

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Profissão não é carreira (e vice-versa)

Embora muita gente pense que profissão e carreira são a mesma coisa, não são. Um jeito rápido de diferenciar uma da outra é pensar que a profissão está relacionada ao que se pretende fazer: ser médico, artista, geólogo ou engenheiro, por exemplo. A carreira é a trajetória percorrida ao longo do exercício de uma profissão. Você pode ter se formado em Engenharia e fazer uma carreira em Recursos Humanos ou em Tecnologia da Informação.

Resultados e escolhas

O maior problema na escolha da carreira pode ser o conjunto de critérios que usamos para fazer essa opção. Nem sempre a escolha é baseada em nossos pontos fortes, desejos, habilidades e inspiração. Na maior parte das vezes, somos pressionados por fatores externos, mais voltados para resultados que devem chegar no curto prazo (ganhar bem, ter um apartamento…). Esses resultados não têm necessariamente a ver com a escolha do curso ou da profissão.

Ninguém faz bem o que não gosta

Considerando que as pessoas têm a expectativa de viver, pelo menos, 75 anos e que uma carreira se inicia por volta dos 25, é correto afirmar que a escolha de uma profissão pode determinar o que uma pessoa irá fazer durante seis a oito horas por aproximadamente 40, 50 anos. É fundamental que as pessoas passem esse tempo fazendo algo que gostem. Ninguém faz bem aquilo de que não gosta. Realização e sucesso dependem do fogo, da paixão e do amor ao que se faz. O caso é que muitos jovens escolhem um curso de graduação pensando em determinada profissão e essa escolha, geralmente, não é baseada em referências internas. Ou seja, esse jovem nunca experimentou a profissão que acredita ser a ideal na prática, vivenciando o dia a dia para saber se aquela escolha tem a ver com ele. Ele opta em função do menor tempo de duração do curso ou porque ouviu dizer que é uma carreira que remunera bem. Acontece que existem muitas carreiras que remuneram bem, há muitos médicos muito bem remunerados, muitos engenheiros, administradores, biólogos, matemáticos, jornalistas, escritores…Mas  o que os fez chegar a esse ponto? O curso que escolheram ou o caminho e as ações que tomaram ao longo do tempo no exercício da profissão?

 Gestão pessoal

Então, parece que a escolha do curso pode ser importante (e de fato é), mas não é determinante de coisa alguma. Para a realização e satisfação plena com a carreira, é necessário planejá-la. O sucesso de uma empresa depende do seu planejamento estratégico e de ações alinhadas com esse plano. A empresa considera sua missão, o que quer oferecer ao mercado, o que o mercado está precisando, quais são suas habilidades, suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças (a chamada Matriz SWOT, lembra?). Na carreira, também é preciso levar tudo em conta. Já parou para pensar nisso?

Escrito por: Vitor Pascoal

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Sinais de desmotivação

 “As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram

as circunstâncias de que
precisam e, quando não as encontram, as criam.”

(George Bernard Shaw)

O entardecer do domingo oferece uma sensação de angústia diante do início de mais uma semana de trabalho que se avizinha. Você logo imagina o desconforto de levantar-se cedo e encarar um pesado trânsito – ou transporte público lotado – até sua empresa, onde reencontrará colegas com os quais mantém um relacionamento superficial, caixa de entrada cheia e reuniões intermináveis que parecem não levar a ações concretas.

Um almoço insípido, alguns telefonemas e uma eventual discussão podem completar uma rotina que se estenderá até a sexta-feira ou o sábado, quando finalmente a alegria se manifestará com uma pausa em suas atividades profissionais.

Se você se identifica com o cenário acima é porque sinais de desmotivação bateram à sua porta. Você se sente desanimado com tudo, sem notar que animus representa o
princípio espiritual da vida, do latim anima, ou o sopro de vida. Assim, estar desanimado é estar sem alma, sem espírito, sem vida…

 Basicamente, esta situação pode decorrer de um aspecto interno, a falta de entusiasmo, ou externo, a falta de reconhecimento.

A perda de entusiasmo é um processo endógeno, ou seja, inerente a você. Ela parte de dentro para fora e pode ser consequência de diversos fatores. Primeiro, de um trabalho desalinhado com seus propósitos, em especial missão e visão. Se a sua atividade não guarda sinergia com os objetivos que você determina para seu futuro, é natural que gradualmente o interesse se desvaneça, porque você não enxerga sentido no que faz.

Além disso, há que considerar a influência do ambiente de trabalho – coisas e pessoas. Uma infraestrutura inadequada, formada por equipamentos ultrapassados, que comprometem um bom desempenho profissional, associada a um clima de trabalho tenso em virtude de desarmonia com os colegas, certamente prejudicam seu estado emocional.

Outra variante possível é o que denomino de “síndrome da cabeça no teto”. Isso acontece quando mesmo dispondo de boa infraestrutura, clima organizacional favorável e atividade sintonizada com seus objetivos pessoais, a empresa mostra-se pequena para seu potencial. Neste contexto, você se sente maior do que a estrutura que lhe é oferecida e percebe que seu crescimento está ou ficará limitado.

Todas estas circunstâncias conduzem a um crescente desestímulo. A apatia floresce, o desalento toma conta de seu ser e o entusiasmo se despede. E quando remetemos à raiz grega da palavra entusiasmo, que significa literalmente “ter Deus dentro de si”, compreendemos a importância de cultivá-lo para alcançar o sucesso pessoal e profissional.

Já a falta de reconhecimento é uma vertente exógena, ou seja, dada de fora para dentro. Em maior ou menor grau, todas as pessoas precisam de doses de reconhecimento. Aqueles dotados de uma autoestima mais elevada conseguem saciar esta necessidade individualmente. Porém, em especial no mundo corporativo, espera-se que nossos pares, e mais ainda, os superiores hierárquicos, demonstrem reconhecimento por nossos feitos, seja como identificação ou por gratidão.

Este reconhecimento pode vir travestido por um sorriso ou um abraço fraterno, congratulações públicas ou privadas, recompensa financeira ou promoção de cargo. Mas é fundamental que se demonstre, pois funciona como combustível a nos mover em direção a novas realizações, maior empenho e satisfação.

Em regra, note que aplacar os sinais de desmotivação depende exclusivamente de você. Em princípio, esteja atento para identificar estes sinais. Em seguida, procure agir para combatê-los. Isso pode significar mudar ou melhorar o ambiente de trabalho, buscar relações mais amistosas com seus colegas, alterar sempre que possível sua rotina, perseguir novos desafios, estreitar o diálogo com seus supervisores. E, num extremo, até mesmo mudar de organização se preciso for, planejando sua saída com consciência e racionalidade.

* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros.

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Com atitudes Y, profissionais de outras gerações provam que idade não diz muita coisa

Não basta ser da geração Y, é preciso ter atitude Y…

O que precisamos, na verdade, são de pessoas de qualquer idade, que acompanham a evolução da sociedade, conhecem os paradigmas do mundo empresarial e criam soluções inovadoras.

Nos últimos anos tenho notado que a sociedade insiste em responsabilizar as novas gerações pelo sucesso ou fracasso. Jovens criativos e bem articulados são quase que obrigados a rediscutir e redesenhar o comportamento corporativo, altamente tecnológico e ágil. Esta nova geração, considerada a geração Y, possui em sua personalidade força suficiente para mudar antigos paradigmas e transformar o que “nós”, os percussores de uma história base para o desenvolvimento empresarial, criamos.

Reconheço que qualquer empresa precisa de profissionais multifacetados, cheios de garra e dispostos a contribuir com o desenvolvimento da organização. Mas, não podemos simplesmente focar em uma única geração. Sem qualquer tipo de resistência, acredito que a geração Y tem muito a contribuir, mas sou cético ao concluir que os que pertencem à geração “Y”, não se caracterizam apenas pelo ano de nascimento, mas sim, pelas atitudes. Não é porque você não nasceu na década de 90 que precisa ter pensamento e atitudes “quadradas”, como dizem.

O que precisamos, na verdade, são de pessoas de qualquer idade, que acompanham a evolução da sociedade, conhecem os paradigmas do mundo empresarial e criam soluções inovadoras. Profissionais com atitudes Y são fundamentais. É preciso aliar a experiência profissional adquirida ao longo da carreira para gerar novos negócios e isso definitivamente não tem idade!

Como profissional do setor de Telecom, digo seguramente que também sou responsável por toda essa revolução, e que ofertamos subsídios para essa geração dar continuidade a mobilidade que está habituada. Portanto é mais do que necessário que o espírito Y consuma nosso dia a dia, que a velocidade dessa nova geração corra nas veias de qualquer profissional, que inclusive, nas veias desse homem maduro que vos fala.

Em meu último check up, inclusive, o médico me diagnosticou com o vírus que acomete muitos jovens e que surpreendido com minha idade pediu novos exames para comprovar se realmente estava infectado pelo vírus Y, poderoso e altamente contagioso. Sinto-me muito bem e já disse em alto e bom tom que não tomarei nenhum remédio para sanar essa epidemia. Nasci há décadas atrás, mas meus pensamentos evoluem e acompanham os jovens da geração Y. Acredito que este é um dos motivos para que a Tesa Telecom, empresa que fundei em 2005, seja uma das que mais crescem no setor de telecom.

Por Roberto Miranda – presidente da Tesa Telecom.

www.administradores.com.br

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O que a Geração Y merece?

Não existe nada mais desafiador para os jovens de hoje do que entender o mundo corporativo. Nesse mundo existem códigos incoerentes, regras de relacionamentos artificiais e mutantes, diversos profissionais motivados apenas por interesses pessoais e onde se exige de forma quase insana “o resultado” custe o que custar.

Se não fosse absolutamente inevitável, o jovem jamais se aventuraria por este bizarro cenário, afinal é muito mais interessante viajar pelo mundo em infindáveis aventuras. Aliás, este é um dos mais recorrentes sonhos que encontro em meus contatos com pessoas da Geração Y.

Os jovens querem “conhecer o mundo” e sabem que esse é um sonho possível, pois os relacionamentos agora são globais, proporcionados pelo advento das redes sociais, além disso, eles estão embalados pelas facilidades como crédito fácil e comunicação digital sem custo, coisas que surgiram enquanto cresciam.
Evidentemente, a geração Y não pode ser condenada por querer usufruir de todas as facilidades que dispõe, mas será que eles merecem essas facilidades?

Na busca de construírem uma realidade profissional que os coloque em condições financeiras que permitam realizar o sonho de “conquistar o mundo”, vejo jovens buscando atalhos que facilitem ou mesmo encurtem sua trajetória.
Um destes aparentes atalhos é a “experimentação” de diversas possibilidades profissionais.  Absorvido pela ilusão de “somente fazer aquilo que gosta”, o jovem troca de emprego como quem troca de mochila sempre que volta das férias.

Mesmo sabendo que esta é uma prática vista negativamente no mundo corporativo, o jovem justifica a constante troca de empregos por não se adaptar aos  chefes distantes e muitas vezes omissos, ocupados demais para acompanhar o desenvolvimento de suas equipes. Chefes estes que sempre estão prontos para cobrar o cumprimento das metas, mas nunca têm condições de passar uma orientação mais objetiva e clara do que esperam.

Esse tipo de gestão é lamentável, mas está longe de ser um cenário que apenas a Geração Y enfrenta. Chefes despreparados e medíocres sempre existiram e os jovens de outras gerações souberam superar isso sem usar atalhos, até porque esses atalhos não são nada mais do que ilusão.

Com a “experimentação” de empregos, o único resultado que se alcança é manter-se na condição de novato em cada novo cenário que se apresenta. Como novato, a consequência é nunca receber desafios realmente sérios, o que resulta sempre em realizar tarefas de baixo valor agregado ao negócio.

Por isso, a Geração Y merece cada uma das facilidades do mundo moderno, mas para merecer uma posição relevante no mundo corporativo, terá que aprender a “gostar do que faz”, para que possa valorizar cada oportunidade de ganhar experiência, mantendo-se tempo suficiente para ser desafiado de verdade, e assim, deixar de ser apenas um jovem potencial e definitivamente mostrar seu talento.

Escrito por Sidnei Oliveira – Consultor, Autor de diversos livros e Palestrante, expert em Conflitos de Gerações, Geração Y e Z, desenvolvimento de Jovens Talentos e Redes Sociais, tendo desenvolvido soluções em programas educacionais e comportamentais para mais de 35 mil profissionais em empresas como Vale do Rio Doce, Petrobras, Gerdau, Lojas Renner, TAM, Light, entre outras.

Formado em Marketing e Administração de Empresas, autor de vários livros
sobre Liderança e Administração. Permaneceu no Banco Real por 20 anos, liderando
equipes e desenvolvimento de produtos de automação bancária, reengenharia de
processos, endomarketing, database marketing, comércio eletrônico, home banking
e internet banking.

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