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Maioria dos profissionais prefere networking à internet na hora de procurar emprego

Já as empresas preferem a internet na hora de anunciar suas oportunidades do pedir indicação de profissionais

Na hora de procurar um emprego, a maioria dos profissionais (58%), de todo o mundo, prefere acessar a rede de contatos, conhecida como networking, do que buscar oportunidade na internet (23%).

Outros 15% disseram buscar as agências de emprego e apenas 3% recorrem aos classificados dos jornais. É o que revela uma pesquisa realizada pela consultoria Right Management, com 17 países, incluindo o Brasil.

Onde as vagas estão     

Já os responsáveis por recrutar disseram que preferem anunciar suas vagas na própria página da empresa. A resposta foi apontada por 55% dos entrevistados.

Outros 53% disseram que aceitam indicações de funcionários, enquanto 45% anunciam suas oportunidades em veículos impressos.

Já 40% fazem placas e colocam na frente da própria empresa e 39% anunciam suas vagas em agências de emprego.

Processo seletivo  

O levantamento questionou também como os recrutadores realizam o processo seletivo. Para a maioria (95%), a entrevista pessoal é a melhor maneira de encontrar um novo colaborador para a empresa. Outros 44% disseram que o método preferido é por telefone.

O cenário tende a mudar com a utilização da tecnologia no próximos anos. Em 2015, os empregadores disseram que pretendem utilizar mais outras ferramentas para recrutar, como webcam (49%) e telefone (29%).

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Caminho inverso: candidatos também avaliam gestores em processo seletivo

Segundo especialista, com pequenos sinais, é possível perceber como o líder age na empresa com seu colaborador

Com o mercado de trabalho competitivo no País, não são somente as empresas que avaliam os candidatos no processo seletivo. Atualmente, os profissionais também analisam a empresa e principalmente quem será seu futuro chefe.

Avaliar o gestor, durante a entrevista de emprego, é importante porque, com pequenos sinais, é possível perceber como o líder age na empresa com seu colaborador. Em outras palavras, se ele será um bom ou mau chefe.

O headhunter e professor do curso de Gestão de RH (Recursos Humanos) e MBA da Veris IBTA, Cristiano Rosa, explica que, hoje, as pessoas querem gestores que acrescentem valor à sua carreira, os chamados líderes coach.

“Os profissionais querem gestores em quem eles possam se espelhar. É o caminho inverso. Eles vão atrás para saber quem é o futuro chefe”.

Web e redes de contatos E nada melhor do que a internet para contar quem é aquele gestor. Na web é fácil ter informações básicas do gestor, como empresas em que trabalhou, universidade onde se formou, cursos como MBA, experiências internacionais, entre outras. “Estas informações estão no LinkedIn”.

Outra fonte segura para analisar o líder recrutador são os outros profissionais. “Fazer networking é importante por isso”. Vale destacar que a fama do gestor se espalha pelo mercado de trabalho, principalmente, a má.

Por isso, antes de dizer sim à empresa, marque um café com os colegas e busque o máximo de informação, mas sempre com muita discrição.

Sinal vermelho Além das informações externas, os profissionais podem tirar a sua própria conclusão. Rosa explica que, durante a entrevista, é importante analisar como o gestor se comporta e como conduz as perguntas.

Pensando nisso, ele apontou alguns sinais que podem indicar má gestão. Confira abaixo:

Chegar atrasado à entrevista: deixar o candidato esperando, além de falta de educação, é sinal de que o chefe tem dificuldade com a gestão do tempo. Pensando no trabalho do colaborador, este líder pode ter dificuldade de dar orientações sobre prazos, pode cobrar tarefas em cima da hora, pode não ter senso de urgência e de prioridade.

Workaholic assumido: se, durante o processo, o líder disser que não tem hora para ir embora, é preocupante. Um chefe que só tem hora para chegar não preza pela qualidade de vida, nem a dele nem a sua. Provavelmente, este gestor também desejará que os integrantes da sua equipe trabalhe além das horas previstas.

Turnover: se o futuro chefe contar que ele não aguenta mais fazer entrevistas para aquele cargo é sinal de que naquela empresa a rotatividade de profissionais é grande. Neste caso, pode apostar, o problema é causado pelo próprio chefe. Ou seja, a sua gestão está bem longe de ser vista como boa.

Informações diferentes do RH: geralmente, no processo seletivo, a entrevista com o gestor é a última etapa. Se, nesta fase, o profissional perceber que as informações dadas pelo gestor são diferentes das do profissional do departamento de Recursos Humanos da empresa, é sinal de que os as áreas não se comunicam bem. Informações diferentes podem ocasionar saia-justa para ambos.,

Por – www.administradores.com.br

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