Apagão de talentos ou gestores incapacitados para o cargo?

Muito se discute sobre a falta de mão de obra qualificada como um entrave para as empresas expandirem suas atuações e, consequentemente, ganharem mais mercado. Entretanto, por quais motivos esse “problema” não atinge todas as organizações? Será que gestores incapacitados para o cargo ou modelos de gestão desatualizados com a evolução do mercado não atravancam o progresso das companhias e, principalmente, das pessoas?

Segundo a pesquisa Global CEO Sudy 2010, realizada pela IBM, a falta de profissionais qualificados é a maior preocupação dos CEOs. Além disso, o estudo também aponta que, no Brasil, a falta de mão de obra especializada é o maior problema de 71% dos presidentes das empresas entrevistadas, um percentual superior à média mundial, de 58%.

O que existe nas organizações são pessoas sedentas por realizar suas responsabilidades e se mostrarem úteis, dando o seu melhor e querendo ver sua contribuição ser reconhecida. Mas, por outro lado, o excesso de gestores com prepotência de conhecimento e o medo impedem alguns colaboradores de atingir seus objetivos.

Com medidas paliativas, as empresas acabam não conseguindo resolver os problemas existentes. Não há consultoria ou programa de formação de líderes que dê conta dessas características – apenas os sintomas são tratados, e não a causa do problema. A estrutura hierárquica, centralizadora de poder e controladora, estimulam muito o uso da prepotência e cria a cultura do medo no colaborador, que só se manifesta se for para “agradar seu superior”.

Diante deste cenário, o que temos na realidade são gestores mandando e pessoas talentosas ociosas, passivos trabalhistas exorbitantes, fazendo, por fim, consultorias ganharem dinheiro comercializando “fórmulas milagrosas”.

Se os resultados de um curso, seja em gestão, recursos humanos ou qualquer área, demoram mais de seis meses para mostrarem que o investimento valeu a pena, as empresas terão jogado dinheiro pela janela. Treinamentos eficientes são aqueles em que o participante sai da sala motivado a praticar o que achou importante e o que aprendeu, fazendo o resultado ser visto logo que o gestor começa a praticar o diferente.

O programa de formação de liderança, por exemplo, é eficiente e não eficaz, já que, por diversas vezes, o gestor (geralmente gerentes, coordenadores, supervisores e nunca diretores e presidentes) também é impedido de mudar a sua prática. Portanto, investir somente em treinamento de formação de liderança, sem mudar a estrutura de comando e controle, pode ser um tiro no pé, tanto para o gestor, que se arrisca a perder o cargo, quanto para sua equipe.

Escrito por Roberta Yono Ebinahttp://revistavocerh.abril.com.br/2011/

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Quando a oportunidade e a competência se encontram.

Existe quem acredite em Sorte. Mas, muitas pessoas não conseguem definir claramente o significado desta palavra. E quando falamos em carreiras profissionais de sucesso, será que podemos criar interrelações com a Sorte e seus muitos significados? Tente responder: o que representa a Sorte para você?

No meu acervo de grandes pensamentos de homens e mulheres célebres que marcaram a história da humanidade, sempre me encontro com uma frase de Abraham Lincoln, que é definitivamente marcante para qualquer pessoa. Lincoln diz assim: “Me preparei e algum dia terei minha oportunidade.”

A sabedoria do ex-presidente americano, Lincoln, confirma o que acontece com a dinâmica de nossas carreiras, mesmo mais de 100 anos após sua morte. Em matéria de carreira não se pode esperar pela sorte. Pois o que configura a sorte, na verdade é o encontro da oportunidade com a sua própria competência.

Muitas pessoas acreditam no velho ditado popular de que “o cavalo encilhado passa apenas uma vez”. Mas, as oportunidades para construir uma vida profissional de sucesso nunca foram tão abundantes para aqueles que sonham e vão à busca de grandes realizações. Todos os dias uma manada de “cavalos encilhados” passa em nossa frente, como oportunidades das mais variadas formas. E se não conseguimos vê-los é porque não estamos preparados para isso.

Você tem que se preparar primeiro para perceber a oportunidade! Tenha uma visão diferenciada. Não se satisfaça com a primeira resposta, questione. Esteja em ambientes incomuns aos que tradicionalmente você participa. Estabeleça novos relacionamentos. É assim que você vai começar a descobrir as oportunidades ao seu redor.

Depois é preciso estar preparado para fazer dessas oportunidades algo que realmente gere valor para a sua vida e carreira! Aí, serão suas competências que farão a diferença. O seu nível de conhecimento, o domínio de diversas habilidades e as suas atitudes devem ser coerentes com as oportunidades que se mostram a você.

Imagine que você sempre desejou atuar na área de finanças, como um Diretor Financeiro, ou em qualquer outro trabalho dos seus sonhos. Você até buscou se relacionar com profissionais da área, participou de eventos, identificou as oportunidades, mas se esqueceu de potencializar as competências essenciais para atuar naquela função. A oportunidade com certeza irá surgir, mas ela vai procurar por suas competências. E aquele curso, aquela formação que você não fez, serão os vilões em sua carreira. É quase como sonhar em ser um médico, e não fazer o curso.

Nada vai acontecer se você não começar a agir para desenvolver suas competências.

Oportunidade e competência se atraem como dois polos magnéticos com forças proporcionais. Quanto maior as competências, maior a força para atrair as oportunidades. E o contrário também é verdadeiro.

Antes de concluir, talvez você tenha percebido até percebido que ainda existe uma lição para nossas carreiras, oculta naquele pensamento de Lincoln. O poder da paciência e da perseverança é fundamental para promover o encontro com as oportunidades. O ex-presidente Abraham Lincoln passou por diversos revezes familiares e muitas derrotas políticas antes de se tornar presidente dos Estados Unidos vencer uma Guerra Civil, e mesmo após sua morte, registrar seu nome na história como um homem que sonhou e realizou grandes feitos.

Espero sinceramente que quando a próxima oportunidade estiver à sua frente, você possa dizer: “Estou pronto”.

Por Prof Rafael Gonçalves – em www.administradores.com