Liderar é…


Pamela Seligmann

Tenho 44 anos. Na minha infância-adolescência estava de moda uma história em quadrinhos: “Amar é… “.

Traços modestos definiam o casalzinho protagonista que aparecia em cenas singelas e um aforismo acompanhava: “Amar é… nunca ter que pedir perdão” ou “Amar é… compartilhar o mesmo guarda-chuva” e a lista continuava: “… cozinhar juntos, esperá-lo até tarde, olhar enquanto dorme”.

E o amor, esse sentimento profundo e complexo, se resumia a uma frase feita sem muitas pretensões e parecia que, de alguma maneira, todo mundo acreditava que amar era isso!

Sinto que hoje acontece a mesma coisa com a liderança… “Ser líder é…”

E aqui haja imaginação! Ser líder é tantas coisas e tão diversas que seria praticamente impossível encontrarmos em uma única pessoa todas as características atribuidas ao líder pelos livros e especialistas! Como se fosse um herói mitológico da Antiguidade, o líder do século XXI precisaria de três vidas em uma para poder ter todos os super-poderes que lhe são exigidos!

O executivo moderno corre uma maratona digna de vídeo-game 3D para adquirir todos os atributos formais, comportamentais, educacionais, experienciais… e parece que nunca é suficiente! Ser líder tornou-se uma espécie de obsessão no ambiente profissional e nunca se venderam tantos livros sobre o assunto. TODO MUNDO QUER SER LÍDER! (e aqui cabe se perguntar: se todo mundo for líder, se todo mundo seguir a receita dos livros da moda… quem “sobrará” para ser liderado?)

Assim como “amar” não pode se resumir a “compartilhar um guarda-chuva”, liderar também não cabe nas pílulas instantâneas que se vendem na livraria do aeroporto. Querer satisfazer todos estes requisitos gera uma ansiedade infinita que, ao invés de provocar mudanças significativas e consistentes, mina a auto-estima do bom profissional que acredita  “nunca-ser-suficientemente-bom”.

Por isso, um convite: ao invés de buscar fórmulas prontas, conselhos pasteurizados, dicas estereotipadas… examine seu coração.

Liderar é e pode ser muitas coisas… mas com certeza não é algo que se exerce automaticamente, sem presença nem reflexão, sem auto-conhecimento. Liderar exige um auto-exame desprovido de ego e de explicações que auto-tranquilizem e anestesiem. Liderar pede consciência, pede atenção, pede doação ao outro, muita responsabilidade e espírito de serviço.

E assim, deixando a mente mais tranquila, menos ansiosa por “performar” como o livro manda… pode ser que você consiga encontrar seu próprio fogo de liderança, seu estilo, em um fluir natural e amoroso.

E assim poder dizer que PARA VOCÊ, “liderar é…”

Escrito por **Pamela Seligmann**PRESENÇA CONFIRMADO NO 2º CONGRESSO DE RECURSOS HUMANOS DO INTERIOR PAULISTA COM A PALESTRA – LIDEROSOFIA: VIRTUDES CAPITAIS DA LIDERANÇA

** Pedagoga argentina, formada em Buenos Aires. Dedica-se ao estudo e ao ensino da psicologia humanista e das filosofias do Oriente e Ocidente há mais de 20 anos, tendo ministrado aulas em diversas instituições como professora convidada.

Trabalhou durante treze anos em Organizações não-governamentais, tendo exercido as funções de diretora geral, professora e treinadora de Liderança Voluntária.

Atuou como diretora comercial e de marketing em empresas de tecnologia e,  como consultora, realizou projetos de arquitetura de informação para varias empresas de América Latina.

Atualmente, ministra cursos, palestras e programas de desenvolvimento de liderança no meio empresarial. Formada em Coaching Ontológico pela AAPT de Buenos Aires, é Membro da ICC – International Coaching Community – e promove trabalhos de Coaching executivo, Coaching de times e Coaching pessoal (tanto em português quanto em espanhol).

Entre suas especialidades, consta a “Psicologia Integral” de Ken Wilber e a SDI – Spiral Dynamics Integral – de Don Beck, de quem recebeu,  pessoalmente,  instrução sobre este complexo sistema que classifica e redesenha as culturas organizacionais.

Cursou a formação de liderança voluntária da “Escuela deVoluntariado de Madrid” e da “Homo Prosocius”, ambas na Espanha.

É autora dos programas “Liderosofia: liderança com sabedoria”- que é impartido no Brasil e em outros países de América Latina, do qual formam parte as “7 Virtudes Capitais da Liderança” – e “Voluntariado consciente” –que visa a formação do corpo voluntárioem programas de Responsabilidade SocialEmpresarial e em entidades de Terceiro  Setor. Atua como consultora organizacional desde 2003.

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