A Escolha da Profissão


Flavio Gikovate

Muitos adolescentes têm enorme dificuldade para escolher sua futura profissão. Independentemente das limitações atuais do mercado de trabalho, é complicado decidir hoje a área em que se vai atuar daqui a 5 ou 6 anos. Alguns já definiram sua preferência, mas a maioria ainda continua confusa. Parece que, quanto mais opções há, maior é a dificuldade de escolha.

Ajudaria muito fazer um autoquestionamento sobre a relação entre o tipo de personalidade e a sua correspondente área de estudo. Neste texto, subdivido as áreas em humanas e exatas, caracterizando as pessoas em mais sensíveis ou mais racionais.

As mais sensíveis, movidas por uma dinâmica mais emocional, devem procurar as áreas humanas, que podem ser:

  • biológicas – se gostarem de doentes, de sangue, de cuidar dos outros e de ter afinidade para atender aos pacientes;
  • psicológicas – se souberem ser empáticas, ouvir as pessoas, ajudá-las com seus problemas e ter bom senso;
  • publicidade e propaganda – se tiverem sensibilidade e espontaneidade para criar, e gostarem de ler e escrever;
  • arquitetura – se tiverem ao mesmo tempo criatividade, bom gosto e intimidade para lidar com espaços e formas;
  • sociologia – se tiverem convicções políticas e sociais;
  • antropologia – se desejarem buscar raízes familiares e históricas;
  • direito – se gostarem de ler, escrever e souberem argumentar para defender causas e/ou pessoas;
  • teatro televisão e cinema – se forem narcisistas e gostarem de representar outros papéis.
Quem possui características mais racionais que emocionais tem mais chances de se encontrar nas áreas exatas. Entre elas:
  • mercado financeiro – se gostar de trabalhar com economia, administração de negócios e finanças em geral;
  • engenharia geral – se gostar de cálculos e construção;
  • computação – se gostar de informatizar a própria vida;
  • comércio – se tiver “feeling” (tino comercial) para negociar.

Os profissionais liberais e empresários, por sua vez, são pessoas que têm a si mesmas como chefe. Precisam, principalmente, das seguintes características psicológicas:liderança, disciplina, auto-estímulo, empatia, autoproteção e habilidade para o atendimento a clientes.

Apesar desta auto-análise, precisamos ter em mente que a escolha poderá mudar durante a carreira, porque o mundo está cada vez mais dinâmico e nossas buscas por realizaçãotambém.

Infelizmente, o desencontro não é privilégio dos jovens. O mercado está cada vez mais apertado e competitivo, o que exige um conhecimento maior em assuntos diferentes e línguas estrangeiras. Hoje é muito comum pessoas acima dos 40 anos voltarem para a faculdade, tentando uma área nova ou complementar à sua.

O grau de insatisfação é muito grande. Após anos de trabalho e dedicação, amargamos afrustração de nos encontrarmos no início de tudo, com a consciência de que não somos nós os responsáveis por isso e, sim, a conjuntura econômica atual. O importante é estarmos atentos e abertos para estas mudanças internas, em qualquer tempo. O pior da insatisfação é a estagnação e a acomodação.

Escrito por **Dr. Flavio Gikovate** – PRESENÇA CONFIRMADA PARA O 2º CONGRESSO DE RECURSOS HUMANOS DO INTERIOR PAULISTA COM A PALESTRA – ” TRANSTORNOS MENTAIS NAS ORGANIZAÇÕES – O PAPEL DO RH ESTRATÉGICO”

** Desde 1966, quando se formou médico psiquiatra pela USP e foi assistente clínico do Institute of Psychiatry na London University, Flávio Gikovate teve uma certeza sobre sua carreira: nunca se filiaria a escolas ou aceitaria doutrinas acadêmicas.

Isso não quer dizer, claro, que não sofreria influências de vários pensadores. Sua grande fonte de inspiração como escritor, no entanto, em 43 anos de c…arreira, tem sido os seus próprios pacientes. Cerca de 8 mil já passaram pelo seu consultório. Hoje, ele já atende muitos pacientes em Nova York e Londres.

Assim como Erich Fromm, Carl Rogers e Erik Erickson, psicoterapeutas e escritores contemporâneos, dos anos 50 e 60, Gikovate tem tido sucesso em escrever textos sérios em linguagem coloquial.

Seus livros, 30 publicados, já venderam quase 1 milhão de exemplares. Schopenhauer e o filósofo grego Epíteto, que escreveram sobre a arte de ser feliz, são alguns dos pensadores que exerceram alguma influência em suas obras. Mas foi Jose Ortega y Gasset (filósofo espanhol, que morreu no início dos anos 50) quem mais o encantou pela forma simples e clara de se expressar.

Desde o início da carreira, Gikovate dedica-se essencialmente ao trabalho de psicoterapeuta. Escrever foi uma forma de transferir conhecimento e ajudar as pessoas a entrarem num ciclo de evolução. Ele é conhecido por abordar de forma original, sem subtrair a importância teórica do seu trabalho, as questões e problemas que afligem os relacionamentos pessoais e interpessoais. E faz isso com muito prazer.

Em 1977, foi convidado pela revista Capricho para escrever sobre sexo e amor. Seu primeiro artigo, no auge do lema “sexo, drogas e rock’n’roll”, já separava sexo de amor.

Em 1979, deu uma entrevista de 11 páginas para a revista Playboy, ao então jornalista Ruy Castro. A reportagem estarreceu muita gente!

De 1980 a 1984, assinou uma coluna semanal sobre comportamento no jornal Folha de São Paulo e, de 1987 a 1999, uma página mensal na revista Claudia.

As questões sobre sexualidade e amor sempre atraíram Gikovate. Por isso, foi um dos pioneiros no Brasil a publicar trabalhos nessas áreas. Seu primeiro livro, lançado em 1975, é um clássico. E, nesses mais de 35 anos de vida como escritor, a sua maior preocupação é manter a coerência de pensamento e de argumentação.

“Eu escrevo o que vivo na prática. E não há melhor material de observação do que o comportamento das pessoas. Não invento fórmulas. Meu objetivo é levar conhecimento, com base em anos de experiência e estudos. Se isso é auto-ajuda, então escrevo livros de auto-ajuda. Não tenho medo de rótulos. O meu respaldo não é acadêmico. Ele vem do público, que compra os meus livros e gosta do que lê”, afirma.

Gikovate se preocupa e leva a sério seu compromisso social. É conferencista solicitado tanto para atividades acadêmicas como para as que se destinam ao público em geral. Além de colaborar muitos anos com revistas e jornais brasileiros de grande circulação, ele já participou de diversos programas de televisão.

Em 2010, Gikovate encarou um novo desafio: aceitou o convite do autor Silvio de Abreu para atuar na novela Passione, da TV Globo, interpretando ele mesmo. A motivação para participar da novela foi a mesma que sempre permeou sua carreira: divulgar a profissão para o maior número de pessoas possível.

Atualmente, apresenta o programa “No divã do Gikovate”, que é gravado no teatro Eva Herz da Livraria Cultura Conjunto Nacional, em São Paulo, com a participação do público, semanalmente, todas as terças-feiras, às 18h. O programa vai ao ar aos domingos, às 21h, pela CBN. A audiência do programa já bateu na casa dos 100 mil ouvintes aos domingos. Seu site na internet (www.flaviogikovate.com.br) recebe cerca de 6 mil entradas por mês. No Twitter (@flavio_gikovate), já possui quase 30 mil seguidores.

Nunca deixou de fazer aquilo em que acreditava. Entre 1982 a 1984, aceitou um convite que gerou grande polêmica na época. Em plena era da democracia corinthiana, ele encarou o desafio de comandar o time psicologicamente.

“Sempre fiz o que achei que deveria fazer sem receio de ser rotulado ou prejudicado de alguma forma. Penso com autonomia. Além disso, sou pouco tolerante com a vida social superficial e interesseira. Prefiro ficar em casa refletindo a ter de enfrentar festas e eventos com longas conversas vazias, que pouco podem acrescentar a minha existência. E isso, é claro, é tido como arrogância em algumas situações”, diz.

Entre as obras de sua autoria, estão: “Dá pra ser feliz… Apesar do medo”; “O mal, o bem e mais além – Egoístas, generosos e justos”;
“Uma história do amor…Com final feliz”; “Sexo”; “Nós, os humanos”; “Ensaios de amor e solidão”; “Homem: o sexo frágil?”; “A liberdade possível”; “Uma nova visão do amor”; “Cigarro: um adeus possível”; “Deixar de Ser Gordo”…todas publicadas pela MG Editores.

Pela Saraiva, lançou “Super dicas para viver bem e ser mais feliz”, que já foi traduzido em quatro línguas: italiano, espanhol, árabe e francês.

Também possui livros publicados pela Moderna, entre eles “Drogas – A Melhor Experiência é Não Usá-las” e “Namoro – Conhecendo As Razões Do Coração”.

Em 2009, lançou a versão em espanhol de “Uma história do amor…Com final feliz”, pela editora colombiana Panamericana Editorial. O livro também ganhou versão em inglês, ao lado de “O Mal, o bem e mais além – Egoístas, generosos e justos” e “Sexo”.

No fim de 2009, lançou, pela Editora Globo, o livro “No divã do Gikovate”.

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