BOM HUMOR NO TRABALHO – Um desafio para os atuais líderes empresariais.


Marcelo Pinto - Dr. Risadinha

Marcelo Pinto – Dr. Risadinha

Não se pode negar que um ambiente alegre é um indicador de felicidade. Uma empresa onde o riso é incentivado é muito diferente de uma empresa onde o bom humor é banido. Um local de trabalho estimulado pelo riso tende a ganhar mais pontos em termos de satisfação e produtividade, dentre tantos outros benefícios.

Mas pouco vale o sorriso sem resultados, não é mesmo? Temos de ser competentes. E no ambiente de trabalho tão competitivo de hoje em dia, qualquer habilidade adicional é importante. E é aí que o bom humor pode fornecer o diferencial para a sua vitória.

Nós que vivemos no mundo dos negócios temos uma imensa vantagem: ninguém espera que sejamos engraçados! E de fato o seu objetivo enquanto gestor não é fazer papel de comediante mas apenas o de comunicar o fato de que você tem senso de humor. E para isso, muitas das técnicas existentes podem ser usadas sem pronunciar uma única palavra, pois são tão simples e práticas que qualquer um pode usar. Há apenas uma exigência: é preciso que você queira desenvolver estas novas habilidades. Portanto, a boa notícia: qualquer um pode aprender a usar o bom humor. Basta ter um mínimo de equilíbrio e bom senso. Se você alguma vez riu ou sorriu, considere-se apto.

Recomendo usar o bom-humor não para se fazer de palhaço (apesar de que várias das técnicas deste respeitável profissional ajudam muito), mas para se mostrar mais humano, mais maduro. É isso que aumentará a simpatia que as pessoas sentem por você.

Costumo utilizar a sessão de Brainstorming como um bom exemplo do poder do bom-humor nas empresas, pois as melhores sessões são as marcadas pelo riso. Quando os participantes param de rir, normalmente percebem que uma idéia horrivelmente engraçada era na verdade a solução buscada. Por exemplo, uma cadeira é um objeto para sentar, mas podemos usá-la como escada, guarda-chuva, etc. Somos treinados para enxergar os objetos de acordo com determinadas funções, mas eles podem ser utilizados de outras formas criativas.

Quase todas as idéias novas têm algo de tolo quando são sugeridas pela primeira vez. Algumas teorias científicas que hoje sequer são questionadas, tenho certeza de que causaram risadas gerais quando propostas. Imaginem quando Copérnico disse que a terra girava em torno do sol e quando Newton falou de uma força invisível chamada gravidade! Mudar a função dos objetos, além de ser uma fonte inesgotável de idéias engraçadas, pode eventualmente levar a uma grande descoberta. Lembrem-se de que antigamente a limalha era considerada lixo e hoje é vendida como esponja de aço para limpeza e outras mil utilidades.

Marcelo Pinto concentra seus esforços em identificar os princípios básicos que permitem usar o humor com sucesso para exigir respeito e atenção, elevar os ânimos do grupo e criar um ambiente de trabalho produtivo. Ter senso de humor não significa soltar gracinhas e anedotas durante apresentações ou conversas. Ter senso de humor significa olhar para as coisas de um ângulo original, percebendo relações que outras pessoas não notam e flexibilizando a própria maneira de pensar.

Mas, podem se perguntar: se o bom-humor é tão determinante, então por que não é usado com maior freqüência por gerentes e executivos? Porque ainda hoje aprendemos que o trabalho deve ser deliberadamente sério para que seja importante; porque a diversão é uma recompensa à qual teremos direito apenas depois que trabalharmos duro o bastante para ganhá-la; porque existe o grande temor de que o “feitiço se vire contra o feiticeiro”, uma vez que “Eu não sou engraçado, vou fracassar!”. Devemos perceber a falha nesses preconceitos e combatê-los.

Foram necessários líderes para criar o tabu contra a diversão no trabalho; agora serão necessários líderes para quebrar esse tabu e substituí-lo por uma nova atitude positiva. É preciso que nós nos tornemos esses novos líderes. O bom humor e a alegria são traços tão essenciais no perfil do dirigente que deveriam ser matéria obrigatória nos cursos de formação de administradores. Esta aí uma boa idéia: matéria é que não falta!

“Há homens que riem um dia e são bons; há homens que riem muitos dias e são melhores; há os que riem anos e são excelentes; mas há os que riem toda a vida, e estes são imprescindíveis” (Marcelo Pinto, parafraseando Bertold Brecht ao substituir a palavra luta pelo riso)

(Marcelo Pinto, o Palestrante do Bom Humor é consultor e autor do livro Sorria, você está sendo curado – Ed. Gente)

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s