Deixe para amanhã


Rodrigo Cardoso

Rodrigo Cardoso

Posso imaginar você pensando que aquilo que lhe ensinaram é que NÃO devemos deixar para amanhã o que pode ser feito hoje, não é mesmo? Sim. Isso está certo para atividades, tarefas e ações que irão impulsioná-lo em direção a suas metas e sonhos. Então, o que eu quero dizer com “deixar para amanhã”? Trata-se de uma abordagem mais profunda, mais sutil. Você já reparou que existem ações, atividades, atitudes e comportamentos que, ao decidir realizá-las, o seu coração, o seu SER, o seu íntimo te avisa que não é a melhor coisa a ser feita? Talvez seja comer um prato a mais, não por fome, mas por gula. Talvez seja beber a “saideira” quando ela já tinha sido anunciada dois copos atrás, talvez um vício em algo que faz mal para sua saúde, para o seu relacionamento ou até mesmo para o seu trabalho. É disso que estou falando. Afirmar que nunca mais fará isso, pode ser uma decisão difícil para o seu cérebro, que poderá resolver fazer a despedida e, então, “o tiro sai pela culatra”, ou seja, ao invés de evitar o padrão negativo, você extrapola os limites dizendo para si mesmo que é a última vez, até a próxima, não é verdade? Por exemplo, você se lembra da ultima vez que decidiu fazer um regime?

Iria começá-lo na segunda feira e, portanto, no domingo à noite, ao abrir a porta da geladeira talvez tenha visto um pedaço de bolo gostoso que olhou para você e disse:
– Me come!!
E você respondeu pro bolo:
– Não, não posso, vou começar um regime.. Ele insistiu:
– Ah, vai, só um pedacinho… aproveita para se despedir… E então, convencido, você pegou o primeiro pedaço, o segundo, e acabou comendo o bolo todo… Isso ou algo parecido já aconteceu com você?
Imagino que sim.

No futuro, ao invés de ter a, muitas vezes, inalcançável força para declarar:
– Não, não quero! Isso não me fará bem, chega!

Pode apostar que será bem mais fácil dizer para si mesmo:
– Vou deixar para amanhã. Amanhã eu como mais… amanhã eu bebo mais, amanhã eu faço isso, faço aquilo. Estou falando de hábitos enfraquecedores.

Quantos conflitos em sua vida aconteceram com os nervos à flor da pele quando poderiam ser amenizados, simplesmente, se tivessem sido postergados, para serem tratados com a cabeça mais fresca e com mais serenidade para lidar com a situação. E se a ação for realmente ruim para você, para sua carreira, sua família ou sua saúde. Amanhã, você deixa para amanhã de novo.

Escrito por Rodrigo Cardoso

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