Empreendedorismo


Bernardo Leite

Bernardo Leite

Em primeiro lugar, ressalto a importância do assunto na aplicação das características do perfil dentro das organizações. Entendo como extremamente oportuno observar e compreender melhor esta característica para que possa ser desenvolvida em nossos executivos. As organizações necessitam de perfis empreendedores.


Em segundo lugar, o tema é muito atual e pouco aprofundado, pelo menos no que entendo que poderia e deveria ser. E este é o enfoque que vou discutir nesta edição.

Apenas para começar vai uma pergunta: afinal, empreendedor é toda pessoa que desenvolve uma atividade autônoma?

Sem dúvida que não!

Posso até definir o tipo empreendedor como aquele trabalhador que objetiva uma atividade autônoma e que pretende colocar um “sonho” em prática. Mas só isso não basta. Para caracterizar um empreendedor é necessário muito mais. O sonho presente é o início, mas é o sonho futuro que caracteriza o negócio. É a expectativa de realização, muitas vezes insensata, mas confiante, que possibilita colocar-se em prática uma atividade que encontra obstáculos fantásticos em todas as suas características. Normalmente, as idéias de negócio embutem um componente de “sonho” e, portanto, aparentemente inviável e repleto de características sonhadoras, quando analisadas sob um prisma racional.

Mas empreender para sobreviver é alternativa, não é empreendimento.

Eventualmente o desemprego, a demissão, as dificuldades na administração dos conflitos organizacionais, ou até mesmo a expectativa de trabalho sem pressão de horário, de chefia e de responsabilidades estressantes podem ser motivo de uma atuação autônoma, mas não configura o perfil do empreendedor.

Para começar, o perfil do empreendedor coexiste com a visão de oportunidade. A oportunidade do negócio, do crescimento, do atendimento a determinada necessidade, nova ou aperfeiçoada, de uma atividade profissional. O fazer diferente, o fazer melhor, a utilização de tecnologia diferenciada, seja técnica ou pessoal. Em suma, uma contribuição que faça diferença é o princípio do negócio. O raciocínio de valor agregado é inerente ao empreendedor. É conceito que ele não aprende, já existe em sua expectativa de realização. Assim começa um negócio. Assim uma empresa deve posicionar sua missão.Conseqüentemente, o negócio passa a ter uma identidade. Outros iguais podem ou devem existir no mercado, mas este é único, tem características próprias.

E como perceber que temos as características para nos desenvolvermos como um empreendedor:

Vamos analisar:

1) Você confia no seu potencial?

2) Você aceita assumir riscos? Quebraria regras?

3) As pessoas sentem-se confortáveis em segui-lo? Você consegue
mobilizar as pessoas? Elas confiam em Você? O imponderável e o imprevisto são situações que Você poderia enfrentar rotineiramente, ou o abate sensivelmente?

4) Você encara suas dificuldades como “castigo”, falta de sorte, perseguição ou como uma oportunidade? Não se trata de fazer o “jogo do contente”, É apenas uma característica constante nos empreendedores que não se deixam abater por dificuldades e, sempre, conseguem enxergar nas adversidades um grande aprendizado ou solução.

5) Você tem consciência das suas limitações e pontos fracos. Esta questão é determinante. Se Você não souber quais são os seus pontos fracos então não saberá com quais pessoas precisa se relacionar e trabalhar junto.

Bem, vamos parar aqui pelo 5.º item. Como já foi dito voltaremos
oportunamente com a continuidade deste tema e deste enfoque. 

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