GESTÃO DO HUMOR NO TRABALHO – Um desafio para os atuais líderes empresariais


Marcelo Pinto, Palestrante do 3º. CMCRH: “O RH Contemporâneo, Menos Utopia e Mais Ação com Base nos Indicadores de Resultados”

Marcelo irá falar sobre A Importância da Gestão do Humor no Ambiente do Trabalho no dia 13 de junho. 

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Não se pode negar que um ambiente alegre é um indicador de felicidade e motivação. Uma empresa onde o riso é incentivado é muito diferente de uma empresa onde o bom humor é banido. Um local de trabalho estimulado pela diversão tende a ganhar mais pontos em termos de satisfação e produtividade, dentre tantos outros benefícios.

Mas pouco vale o sorriso sem resultados, não é mesmo? Temos de ser competentes. E no ambiente de trabalho tão competitivo de hoje em dia, qualquer habilidade adicional é importante. E é aí que o bom humor pode fornecer o diferencial para seu sucesso profissional.

Nós que vivemos no mundo dos negócios temos uma fabulosa vantagem: ninguém espera que sejamos engraçados!!! E de fato o seu objetivo enquanto gestor não é fazer papel de comediante ou piadista, mas apenas de deixar transparecer o fato de que você tem senso de humor.

E para isso, muitas das técnicas existentes podem ser usadas sem pronunciar uma única palavra, pois são tão simples e práticas que qualquer um pode usar. Há apenas uma exigência: é preciso que você queira desenvolver estas novas habilidades, tão valorizadas atualmente.

Portanto, a boa notícia: qualquer um pode aprender a usar o humor. Basta ter um mínimo de equilíbrio e bom senso. Se você alguma vez riu ou sorriu, considere-se apto.

Recomendo usar o humor não para se fazer de palhaço (apesar de que várias das técnicas deste respeitável profissional ajudam muito), mas para se mostrar mais humano, mais maduro e auto confiante. É isso que aumentará a simpatia que as pessoas sentem por você.

Ter senso de humor não significa soltar gracinhas e anedotas durante apresentações ou conversas. Ter senso de humor significa olhar para as coisas de um ângulo original, percebendo relações que outras pessoas não notam e flexibilizando a própria maneira de pensar.

Busco constantemente concentrar meus esforços em identificar os princípios básicos que permitem usarmos a diversão e descontração com sucesso para exigir respeito e atenção, elevar os ânimos do grupo e criar um ambiente de trabalho produtivo.

Costumo citar que a sessão de Brainstorming é um ótimo exemplo do poder do bom humor nas empresas, pois as melhores sessões são as marcadas pela diversão. Quando os participantes param de rir, normalmente percebem que uma idéia horrivelmente engraçada era na verdade a solução buscada.

Quase todas as idéias novas têm algo de tolo quando são sugeridas pela primeira vez. Algumas teorias científicas que hoje sequer são questionadas, com certeza causaram risadas gerais quando propostas. Imaginem quando Copérnico disse que a terra girava em torno do sol e quando Newton falou de uma força invisível chamada gravidade!

Mas atenção: devemos ter muito cuidado com as brincadeiras no trabalho, pois as vezes são até bem intencionadas, porém, aplicadas de maneira imprópria e inoportuna, ou seja, fora de contexto, tornando-se totalmente perniciosas. Exemplos claros e comuns estão frequentemente presentes nas Convenções de Vendas, onde a direção expõe colaboradores ao ridículo, como forma de estimulá-los a atingir as metas de vendas (???), fazendo-os desfilar com chapéus com orelhas de burro e danças vexatórias, dentre tantos outros absurdos.

Outras situações muito comuns nas empresas, são as piadas de mau gosto e discriminatórias, e também, os apelidos depreciativos. Estes tipos de conduta, só acabam por expor a empresa, de maneira gratuita e irresponsável, às ações judiciais, envolvendo questões, principalmente, de assédio moral. Aliás este tipo de processo judicial, vem crescendo exponencialmente na Justiça Trabalhista.

Por estes e tantos outros motivos, o propósito da palestra sobre “Os Benefícios da Gestão do Humor no Ambiente de Trabalho” visa justamente conscientizar seus participantes sobre a importância de manter o bom humor como uma competência altamente valorizada, apresentando também, um rol de práticas e técnicas simples e de baixo custo que representam ferramentas importantes para a consolidação e sustentação dos programas de saúde ocupacional, qualidade de vida e clima organizacional, sempre visando evitar discussões judiciais.

Entretanto, muitos me questionam: se o bom-humor é tão determinante, então por que não é usado com maior freqüência por gerentes e executivos? Porque ainda hoje aprendemos que o trabalho deve ser deliberadamente sério para que seja importante; porque a diversão é uma recompensa à qual teremos direito apenas depois que trabalharmos duro o bastante para ganhá-la; porque existe o grande temor de que o “feitiço se vire contra o feiticeiro”. Devemos perceber a falha nesses preconceitos e combatê-los.

Foram necessários líderes para criar o tabu contra a diversão no trabalho; agora serão necessários líderes para quebrar esse tabu e substituí-lo por uma nova atitude positiva e produtiva. É preciso que nós nos tornemos esses novos líderes. O bom humor e a alegria são traços tão essenciais no perfil do dirigente que deveriam ser matéria obrigatória nos cursos de formação de administradores. Esta aí uma boa idéia: matéria é que não falta!

“Há homens que riem um dia e são bons; há homens que riem muitos dias e são melhores; há os que riem anos e são excelentes; mas há os que riem toda a vida, e estes são imprescindíveis” (Marcelo Pinto, parafraseando Bertold Brecht ao substituir a palavra luta pelo riso)

Marcelo Pinto
O Palestrante do Bom Humor

Palestrante do Bom Humor desde 2000, conhecido como Doutor Risadinha (apelido carinhosamente recebido em seu trabalho voluntário em Hospitais) e autor do livro “Sorria, você está sendo curado”, lançado pela Editora Gente. Ministra treinamentos para inserção da descontração no ambiente de trabalho, com certificação pela Escola do Riso de Portugal e Diverrisa da Espanha. Fundador do Instituto do Riso e Clube da Gargalhada de São Paulo. Advogado Trabalhista e proprietário da MP Assessoria Empresarial, com experiência em multinacionais na gestão das áreas de RH, Jurídico-Sindical e Ouvidoria Interna.

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