CARREIRA: Você é quem toma conta


Sergio Mena Barreto, Palestrante do 3º. CMCRH: “O RH Contemporâneo, Menos Utopia e Mais Ação com Base nos Indicadores de Resultados”

Irá falar sobre Zona de Coragem – A necessidade Permanente de Mudança no dia 13 de junho.

Abaixo artigo mencionado no título deste texto –  CARREIRA: Você é quem toma conta

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Entrevista do Palestrante Sergio Mena Barreto, autor do livro do Livro Zona de Coragem ao Jornal A Gazeta

Um profissional bem-sucedido que ocupava um excelente cargo em uma empresa de destaque e que de repente se vê sem emprego. Com a orientação de um amigo, ele começa a reavaliar sua carreira e resolve dar uma virada. A reviravolta aconteceu com Will , que é personagem principal do livro “Zona de Coragem”, de autoria do consultor Sérgio Mena Barreto. Na obra, o autor mostra que, quando estamos em um ambiente profissional, no qual passamos a dominar determinadas fórmulas que criamos ou aprendemos, entramos no que ele chama de “zona de conforto”. Segundo ele, se queremos conquistar algo novo precisamos empreender um esforço pessoal para ter sucesso sempre, a chamada “zona de coragem”.

Como surgiu a história? O senhor se inspirou em alguém para criá-la?

Na verdade, me inspirei em muitos alguéns. A história é fruto da minha experiência como consultor. Ao longo da minha carreira fui encontrando pessoas que de alguma forma tinham se dado conta que estavam dentro de uma zona de conforto e que tinham dado esse salto. As pessoas sempre chegavam para dar depoimentos pessoal. Compus o personagem como uma compilação de todas essas experiências.

Qual a importância dessa virada na carreira retratada no personagem do livro?

Para falar da zona de coragem, é preciso explicar o que é zona de conforto, que são duas. A primeira é aquela que as pessoas identificam facilmente, que é acomodação. Os sintomas são resultados decrescentes, a pessoa fica apegada às fórmulas do passado, não aceita novos desafios. Mas tem uma zona de conforto pior ainda, que é aquela que a pessoa se considera bem-sucedida. Nesse caso, a pessoa se baseia nas experiências bem-sucedidas do passado, acha que não precisa aprender mais nada, que as fórmulas que ela tem conseguem solucionar qualquer problema. Essa zona de conforto é a mais perigosa porque às vezes a pessoa não percebe os sinais de que precisa se reinventar, ver qual a hora de dar uma virada. O personagem entende isso.

Qual a importância de avaliar em que ciclo o profissional está?

O Will tem um mentor que é o Marcos, que descobriu que o ciclo de vida dura de seis a sete anos. A minha tese é a seguinte: vivemos 80, 90, 100 anos e esse período pode ser dividido em pedaços, em ciclos menores. O meu ciclo pessoal, por exemplo, dura sete anos. Então, a cada período tenho que reinventar a minha carreira, fazer com que o trabalho fique mais interessante para que eu possa ficar produtivo. Já percebi que por volta do sétimo ano, a minha curva de produtividade começa a cair. Uma das maneiras de perceber se está na zona de conforto é identificar em que ciclo você está, entender quando você perde a produtividade, para que assim seja possível dar a volta por cima.

O que seria a zona de coragem?

A zona de coragem é quando você começa a perceber que estratégias pode usar para expandir a zona de conforto. Não cito isso no livro, mas costumo usar nos seminários uma figura de linguagem que é o seguinte: a zona de conforto é como você tivesse um elástico amarrado na cintura e ele preso ao chão. Você tem uma área de atuação que esse elástico fica confortável. Essa é a sua zona de conforto. Toda vez que você precisa fazer uma coisa diferente você estica o elástico. Então, nem posso ficar o tempo inteiro com o elástico esticado nem ficar o tempo inteiro com o elástico flácido porque isso é confortável demais. O grande desafio é amarrar o elástico e alterar entre essas duas situações. Ir para zona de coragem é pensar: já sou bom nisso, então vou me desafiar a fazer uma outra coisa. É preciso se desafiar para ser melhor ainda.

Qual a importância de ter essa superação na carreira?

Num mundo globalizado que a gente vive, de grande concorrência, é necessário ter novos conhecimentos, fazer melhor do que já fazia. Antigamente bastava você fazer uma faculdade ou arranjar um emprego público. Hoje não é mais assim. A faculdade é apenas a porta de entrada. As empresas avaliam quais os modelos mentais que o profissional tem, se ele é capaz de trazer resultados, de fazer acontecer, entregar aquilo que promete. Isso é a zona de coragem. Isso é fundamental para quem quer se manter no mercado de trabalho e vale tanto para quem trabalha na empresa quanto para quem é empresário. Um exemplo interessante é uma lanchonete que funciona na esquina do meu escritório. O estabelecimento estava sempre lotado, até que um dia passei lá e vi que estava fechado. Pensei que o proprietário havia falido. Me encontrei com ele que me disse que resolveu fazer uma reforma, saindo da sua zona de conforto. Ele decidiu perder o faturamento por três semanas para não perder para o resto da vida. Ele teve de apostar na melhoria.

Como uma pessoa pode vencer a acomodação?

Um dos maiores erros que uma pessoa pode ter é entregar a gestão da carreira dela para empresa. Pensar que a empresa vai cuidar de você, te dar todos os cursos que precisa. Hoje, o grande desafio é gerenciar a própria carreira. A empresa pode dar curso, propor mudança de cargo ou mandar para fazer estágio no exterior, mas o profissional precisa entender que para adquirir novos conhecimentos ele tem que correr atrás. Todo final de ano procure parar para pensar: será que estou terminando esse ano maior do que comecei? Gerenciar a carreira é algo imprescindível. Eu diria que é muito tolo a pessoa entregar a carreira para empresa. A companhia vai exigir que o profissional seja melhor do que era há um dois ou três anos.

O crescimento profissional chega para quem faz alternância entre as zonas de conforto e coragem?

O crescimento é dessa forma. Tem gente que fica muito tempo na zona de conforto, uns 10 ou 15 anos, e acha que está bem. Na verdade, isso vai ocorrer até haver uma necessidade nova na empresa ou até que ela perceba que aquele conhecimento não é mais válido.

Então o profissional não deve ter medo de aprender coisas novas?

Não deve ter medo. Se você tiver experiências em segmentos diferentes e tiver desenhado a carreira, vai ter um benefício em relação a outro profissional que nunca passou por isso. Por exemplo, hoje em dia a gente sabe que uma pessoa que tem experiência com ação social, costuma ser muito bem visto pelas empresas, pois essa é uma área que geralmente se desenvolve competências muito interessantes de negociação, de comunicação, de conectar com pessoas diferentes, trabalhar com a diversidade. Então ter experiências diferentes é uma coisa muito válida, muito interessante.

O que são competências duráveis?

Competências duráveis são aquelas que servem em qualquer situação. As empresas quando olham para um profissional não querem saber se ele tem a capacidade de operar aquele sistema, querem saber se ele tem a capacidade de comunicar-se bem, negociar, ter pensamento estratégico, visão compartilhada, bons modelos mentais, entregar resultados efetivos.

O profissional deve focar em seus pontos fortes ou fracos?

Tem que focar nos pontos fortes. É preciso reforçar aquilo no qual é bom. O ponto fraco só deve ser focado se for um pecado capital.

O que seria isso?

É aquilo que as empresas recrutam como sendo muito ruim. Se uma pessoa trata mal as outras, ou se ela não tem capacidade de aprender com os próprios erros. As pessoas reconhecem nosso valor através dos nossos pontos fortes, naquilo que a gente consegue agregar de resultado, se a gente é um bom negociador, se é um bom comunicador. São os pontos fortes que são avaliados pelas empresas. Então a minha dica é: sempre reforçar os pontos fortes. Claro, se você tiver um ponto fraco que seja pecado capital você tem que resolver isso.

Como uma pessoa pode implantar a zona de coragem na vida dela?

Procure identificar se está defasado, no fim de um ciclo, se a produtividade está caindo nos últimos anos, se não consegue incrementar o próprio negócio. Identificar se está na zona de conforto já é 50%. A partir daí é empreender, ter atitudes para ir para zona de coragem, ou seja, se desafiar, fazer coisas novas, fazer cursos, ler livros, ver palestras, talvez até pedir demissão. Mudar o que precisa ser mudado.

De que maneira uma pessoa pode desenvolver metas e desafios para sua carreira?

Aos 20 anos de idade eu já sabia onde queria chegar aos 50. Tracei uma carreira pra mim, em todos os aspectos: resultados financeiros, materiais, bens, conhecimento. Precisamos ter traçados desde as metas pessoais de relacionamento e desenvolvimento até as metas materiais. No fim do ano, por exemplo, as pessoas costumam fazer desejos para o ano seguinte só que elas não escrevem. As pessoas desejam, sonham, imaginam, só que não escrevem e esquecem. Com isso, o cérebro vai começar a trabalhar pra você, mas se não escrever não funciona. Procure anotar metas para daqui 10 e 20 anos. Isso é importante porque você começa a organizar na sua cabeça para onde você quer ir.

Dicas para quem quer se dar bem

Incomodar – O ideal é ter em si mesmo uma incomodação, uma capacidade de perceber que precisa mudar sempre. Essa é uma competência básica.

Mudança – Ter a capacidade de fazer e realizar mudança. Existem dois tipos de mudanças: uma horizontal, ou seja, melhorar um pouco o que existe. Tem empresas que querem isso. No entanto, há outras empresas que exigem que a mudança deve ser radical, um salto de patamar, uma reivenção.

Visão – Ter a capacidade de enxergar o que é preciso mudar, ouvir as pessoas. Você pode encontrar pessoas que vem na sua contramão, dizendo coisas que você não entende. Mas é preciso ter ouvido aberto para as impressões dos outros, o que eles dizem ao nosso respeito. Às vezes a pessoa chega para ter dar um conselho e a gente nunca escuta. Temos que ter essa percepção para fazer isso, como ter humildade para saber que você não sabe tudo, que não é o dono da verdade, que aquela fórmula que acha infalível na verdade só serviu para um momento do passado.

Sergio Mena Barreto
Especialista em Recursos Humanos e Marketing Social

Sérgio Mena Barreto manteve todo o seu foco de formação na área de Marketing e Recursos Humanos, suas duas paixões profissionais, áreas nas quais atua há mais de vinte anos.

É natural de Fortaleza, CE, mas reside em São Paulo desde 2000.

Foi Diretor de Operações e Marketing de empresa varejista líder de ranking em seu segmento de atuação, com mais de 400 unidades de negócios e atuação em todo o país.

Atualmente é Presidente-Executivo de entidade de representação nacional no segmento farmacêutico (ABRAFARMA), e Conselheiro na ANVISA e CNC.

Foi eleito Líder Empresarial Nacional do Forum de Lideres nos anos de 2007, 2008 e 2009, no segmento de Saúde, Farmacêutica e Biotecnologia.

Através de sua empresa de consultoria, a Mena Barreto & Associados, tem desenhado programas de desenvolvimento de executivos e equipes de trabalho em empresas públicas e privadas em todo o país, nas áreas de alimentos, comunicação, construção civil, educação, eletrônicos, governos, mineração, químicos, serviços, tecelagem, transportes e varejo.

Durante alguns anos, foi facilitador convidado do programa APG da AMANA KEY. Atuou ainda como facilitador em atividades de Planejamento Estratégico de entidades e empresas de grande porte.

Em Outubro de 2008 lançou seu primeiro livro, Zona de Coragem – A história de um profissional que precisou sair de sua Zona de Conforto para continuar sendo bem-sucedido, pela Editora Matrix / Idéia & Ação.

Conta atualmente com mais dois manuscritos em fase de desenvolvimento.

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