Assédio moral e seus impactos


Celso Bazzola, Palestrante do 3º. CMCRH: “O RH Contemporâneo, Menos Utopia e Mais Ação com Base nos Indicadores de Resultados”

Irá falar sobre Assédio Moral e seus Impactos no ambiente de Trabalho no dia 14 de junho.

Abaixo artigo mencionado no título deste texto – Assédio moral e seus impactos

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O presente texto visa ampliar o campo de visão de empresários, executivos, gerentes, gestores e lideres de equipes quanto aos danos causados pelo assédio moral, que vem ganhando repercussão nos meios de comunicação, sindicatos, áreas jurídicas, acadêmicos e na psicologia.

Heinz Leymann, doutor em psicologia, é conhecido por seus estudos sobre mobbing ou “assédio moral”. Leymann define o mobbing como uma situação na qual uma pessoa ou grupo exercem violência psicológica, sistemática, recorrente por tempo prolongado sobre outra pessoa no local de trabalho. O objetivo dos perpetradores do mobbing seria destruir as redes de comunicação da vítima ou vítimas, sua reputação, perturbar seu trabalho e conseguir que a pessoa ou pessoas abandonem o emprego. Os trabalhos do autor mostram que o mobbing pode ter consequências importantes para as vítimas, como mudanças significativas no comportamento, aumento na incidência de suicídios e de demissões, e até estresse pós-traumático.

Pesquisas demonstram que o assédio moral vem aumentando com consequências negativas na qualidade e resultados das empresas. A questão deve ser avaliada tanto pelo prejuízo financeiro causado pelas ações trabalhistas; como pelo dano psicológico causado a um colega, que se reflete no resultado e credibilidade da empresa.

Quanto aos impactos na esfera trabalhista, o assédio moral somente será caracterizado se as ações de exposição do trabalhador à situação humilhante forem repetitivas e prolongadas. Outra característica é este ocorrer em relações hierárquicas autoritárias que visam desestabilizar a vitima, ou equipe, para que trabalhe excessivamente por resultados e que acaba em muitos casos no pedido de demissão do assediado. Porém, o assédio moral também pode ocorrer entre colegas de mesmo nível hierárquico, com as mesmas consequências para a empresa. É cada vez mais comum o assediado acionar um processo trabalhista contra o empregador.

Riscos trabalhistas são freqüentes tanto pela falta de habilidade dos profissionais em entender os riscos, como pela direção da empresa que não dá importância aos atos de desrespeitos entre os colegas. Mesmo parecendo inofensivos, atos de desrespeitos podem causar danos irreparáveis a vitima e a empresa, que se torna responsável pelo ato.

Ações trabalhistas, por assédio moral ou outras causas, são sempre responsabilidade do empregador, mesmo que causada por um simples colaborador. A justiça entende que o empregador é o representante de todos seus empregados. Isto coloca em alerta as empresas devido aos altos custos processuais e impactos na produtividade, além de ferir sua imagem no mercado. Ações inversas também ocorrem, nas quais o suposto assediado perdeu a causa por não ter havido comprovação do ato, porém o risco da empresa perder uma causa não é baixo. Realizar uma administração preventiva garante maior segurança nas questões legais, o que reduz custos com passivos trabalhistas.

Em relação ao impacto psicológico, a análise deve considerar o respeito à dignidade humana previsto em nossa Constituição Federal. O assédio moral pode ser caracterizado como ato de terror psicológico que afeta a saúde emocional e física da vitima, pode ser responsável por doenças cardíacas, depressão, gastrite, entre outros, que geram afastamentos nos postos de trabalhos Vários indicadores como o absenteísmo causado pelos afastamentos, as falhas na produção, perdas de matéria prima ou retrabalhos e acidentes de trabalho, quando somados, causam diminuição da produtividade e o resultado final.

Entender melhor os efeitos nas relações internas e externas trabalhistas torna-se fundamental. Conhecer as causas e efeitos ajudará no desenvolvimento das relações entre empresa, sindicato e colaboradores, além de garantir um ambiente saudável para todos. Entender e identificar estas ações requer um incansável trabalho para os profissionais de Recursos Humanos.

Duas ações podem ser tomadas para que os colaboradores busquem maturidade, envolvimento e comprometimento. Uma, é a ação corretiva através do incentivo a denúncia e formação de comissão interna multidisciplinar; e, outra é a ação preventiva com aplicação de treinamentos comportamentais e desenvolvimento do código de ética e conduta interna da empresa.

O artigo teve como objetivo demonstrar tendências e práticas capazes de focar no respeito, crescimento humano, desenvolvimento empresarial e de relações trabalhistas, o que pode tornar o ambiente de trabalho mais agradável, além do resultado empresarial final.

Celso Bazzola
Recursos Humanos e Trabalhista

Bacharel em Administração de Empresas; Pós-Graduado em Recursos Humanos e com Especialização em Administração de Pessoal e Legislação Trabalhista.  Professor das Faculdades ANHANGUERA e UNIESP/HOYLER. Ministra aulas nas disciplinas: Práticas de Administração de Pessoal e Relações Trabalhistas; Gestão de Projetos; Tecnologia aplicada em Recursos Humanos; Teoria Geral de Administração entre outras. Especialista no desenvolvimento e apresentação de diversos treinamentos corporativos e cursos de extensão envolvendo estratégias e operações em toda a área de RH, destacando-se para: relações trabalhistas, cálculos e riscos trabalhistas; clima organizacional; avaliação de desempenho; cargos e salários; contratos com terceiros e terceirização de RH – BPO. Dedica-se também a realização de diversas palestras sobre o ambiente corporativo sempre com destaque para os impactos da gestão de RH nos resultados das organizações. Consultor com projetos em empresas de médio e grande porte.

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