É melhor chamar o chefe de você ou de senhor?


Ao usar corretamente os pronomes de tratamento, você ganha pontos com seu interlocutor e, de quebra, dá um verniz de cultura à imagem

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Senhor, senhorita, senhora e doutor não são sinônimo de velhice, de caretice ou de formalidade em excesso. São pronomes de tratamento que devem ser usados em situações em que inexistem a intimidade e a proximidade. Pior mesmo é quando, no alto de meus 50 e tantos anos, sou tratada por senhorita.

Dia desses expliquei a um rapaz o que significava o tratamento senhorita e a quem ele se aplicava. Senhorita é uma referência formal utilizada para tratar uma mulher solteira. O rapaz rapidamente corrigiu seu engano, me chamando de senhora, que é o tratamento cortês dispensado a uma mulher casada, que é meu caso.

Isso tudo pode parecer bobagem, mas não é. Ao usar corretamente os pronomes de tratamento, você ganha pontos com seu interlocutor e, de quebra, dá um verniz de cultura à sua imagem. Reserve doutor ou doutora para os profissionais que, efetivamente, o são.

O título deve ser usado para se referir àqueles que conquistaram o mérito acadêmico. Ter um cargo de diretoria ou presidência ou um carro importado bonito não é suficiente para qualificar um profissional de doutor.

Muito estudo, muito esforço, muita dedicação à pesquisa e a chancela dos pares acadêmicos é que alçam alguém ao posto de doutor. Concorda?

“Meu bem”, “querida”, “meu amor” e similares devem ser usados especificamente com as pessoas que lhe são queridas e amadas. Cresci tratando meus pais por senhor e senhora e interpreto isso ainda hoje como sinônimo de respeito a pai e mãe.

Não sei o que houve que, de uns tempos para cá, o uso desses pronomes acabou por se tornar quase sinônimo de palavra feia, inclusive com pai e mãe.

Minha sugestão aos mais jovens — tratem seus clientes e seus superiores por senhor e por senhora. Isso não os torna mais velhos, mas faz com que você passe a imagem de um profissional que respeita a hierarquia e a formalidade que esse tipo de relação pede  em seu início. Quando o chefe ou o cliente autorizarem que o tratem de maneira mais informal, aí, sim, use o pronome você.

Fico impressionada com a falta de noção que grassa no país ultimamente. Corrija-se e deixe de ser parte do sem-número de inadequados que andam pelos corredores das empresas  todos os dias. Em pouco tempo, você vai notar que as pessoas adoram ser tratadas pelo pronome adequado.

Texto de Célia Leão escreve sobre etiqueta corporativa. É autora de Boas Maneiras de A a Z e consultora de etiqueta empresarial – Publicado na Revista Exame

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